
Um homem moreno, acostumado às alturas, desce do avião a passos firmes. Sabe a direção a seguir, sabe para onde conduzir seu povo, sua nação, seus caianinhos.
Homens e mulheres de coragem e fé estão fardados, esperando aquele que conhece os caminhos da consciência, a voz do coração, e que cumpre mais uma de suas palavras: ressurgir em devoção e amor no cumprimento de sua elevada missão.
Os pés de Mestre Gabriel tocam o chão de seu Norte. Renova-se a alegria, estampada nos rostos suados, de sorrisos amplos, de corações abertos, de olhares que cintilam, vibrando em sintonia com seu Mestre.
É a festa do reencontro de sua gente simples com a luz da esperança, que ali se faz humilde, de chapéu de palha, enquanto a banda saúda com seus clarins sua presença.
O Mestre chegou! Bandeirinhas, flâmulas estreladas são agitadas em sua honra, no ar quente e úmido de Porto Velho.
O Mestre chegou sem, na verdade, jamais ter saído de seu lugar. E chega com a saúde restabelecida, com seu coração manso de pai, de amigo, de Guia Espiritual.
No caminho até sua casa, flores vão sendo lançadas pelo chão à sua frente. E ele, o jardineiro de si e de tantos, recolhe as pétalas para oferecê-las generosamente a todo aquele que faz por merecer o agasalho de sua doutrina, o amparo de seus conselhos.
À noite, na claridade desse dia, um Mestre Gabriel sempre amigo se oferece em doação aos seus discípulos. E passa a viver para o seu povo.
Para que todo aquele que se coloque no lugar de discípulo possa sempre encontrar abrigo nesta casa santa, nesta escola do perdão, neste berço do renascimento espiritual.
E hoje, 53 anos após sua ressurreição, Mestre Gabriel, pelos fluidos da espiritualidade, se reapresenta a nós, caianinhos, renovando a fortaleza eterna de suas palavras – palavras de fé, de saúde, palavras de esperança.
Louvemos aquele que sempre vem em nome do Senhor.
*Edson Lodi é Mestre Assistente Geral do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal.