
Neste momento em que vivemos um dos dias mais importantes para a Humanidade Cristã – o Natal, cuja etimologia traduz-se em nascer -, uno-me com louvor aos que, com clara consciência, reverenciam a existência desse Ser de Luz, Jesus, que, dentre tantos ensinamentos, trouxe consigo, em essência, o maior de todos os sacramentos: o Amor.
Com o mais puro sentimento de humildade, Jesus nasceu em um lugar onde era presente a simplicidade, demonstrando, assim, como exemplo, em toda a sua glória e poder, um dos atributos mais importantes para o desenvolvimento da espiritualidade. Foi ali que, após o nascimento d’Ele, recebeu a visita dos Reis Magos, três reis sábios, que, seguindo a Estrela do Oriente, chegaram ao destino traçado, conduzindo presentes em reconhecimento ao Rei dos Reis que havia chegado.
Pela sua história e cumprindo a profecia, os anjos deram glória a Deus nas alturas para aquele que, nascido de Maria, em Belém, na Judéia, veio ser o nosso Salvador. O Deus, presente na Terra, que veio mudar a Era da Lei de Talião, propondo o cessar da vingança, trazendo a nova aliança do Amor com o perdão.
Em plenitude de sabedoria, como Bem-Aventurado, ensinou aos pobres e aos nobres, aos senhores e aos doutores, que amar a Deus de todo o coração é um mandamento sagrado, que deve sempre ser lembrado em momentos de oração.
Muitos foram os acontecimentos na vida de Jesus, desde o encontro com os apóstolos, na pregação d’Ele. Logo após o seu batismo nas águas do Rio Jordão, quando a Ele, por João, foram entregues homens que se transformaram em seguidores, rendendo-lhe louvores e vindo a lhe reconhecer como o Rei dos Judeus.
Ao longo daqueles dias, Jesus pregava sobre a fé, fazendo o povo crer que é possível vencer a adversidade do mundo, gerando um sentimento profundo de crença nessa Verdade, à proporção em que operava milagres, curava enfermidades e apascentava o rebanho d’Ele como o Bom Pastor.
Pelos seus ensinamentos, podemos perceber que amar a Deus sobre todas as coisas é reconhecer a existência do Superior. Que amar ao próximo como a si mesmo é saber que é necessário, primeiro, reconhecer-se no próprio interior e, então, pelo reconhecimento posterior, estabelecer o vínculo aproximado de afeto e de amor. É saber que o perdão é a demonstração de um sentimento que liberta, que afasta a maldade e é afeito à bondade que se concede a um irmão.
Do substantivo, que nomina um ser, destacou-se um verbo que determinou a ação e, assim, Jesus veio da Casa do Pai para trazer a doutrina que nos ensina a crer no caminho para a salvação. Dessa forma, pelo tempo, a verdade d’Ele apresenta-se, sustenta-se e renova-se, por obra dos homens que, com boa vontade, continuam a divulgar a boa nova d’Ele.
Dentre esses homens, está Mestre Gabriel: um benfeitor. Um seguidor de Jesus e criador da nossa religião, que, assim como hoje se comemora, rememorava esta data em Sessão. Este lugar é onde nós, discípulos dele, somos orientados a termos nossos passos guiados por essa mesma doutrina e a seguir essa Luz.
É nesta estrada que caminhamos, seguindo a Estrela do Oriente, que podemos receber, dependendo do nosso plantio, dependendo do nosso querer, tudo aquilo que buscamos, tudo aquilo que almejamos para o nosso bem viver. É neste caminho que podemos despertar a consciência e descobrir que, pela paz, por nós construída, haveremos de ter mais felicidade em nossa vida, haveremos de realmente crescer.
O meu desejo é que, neste Natal, Jesus apresente-se-nos e que o real significado de sua missão fique registrado no coração e na consciência de cada discípulo desta nossa Sagrada União. Que a Luz se faça presente, fazendo tudo ser transparente naquilo que é verdadeiro, por amor ao Mensageiro que, assim, a tudo e a todos conduz.
Feliz Natal a todos os meus irmãos e amigos!
*Danielle Hounsell Silva Garcia integra o Corpo do Conselho da Sede Geral (Brasília-DF).